Trabalhar por conta própria como corretor de imóveis dá liberdade, mas também coloca tudo nas suas costas: registro, captação de clientes, atendimento e organização. Neste guia você vai entender o que é ser corretor autônomo, o que é preciso para atuar de forma regular e como se organizar para atender bem sem depender de uma imobiliária.
Resposta rápida: corretor autônomo é o profissional com registro no CRECI que trabalha por conta própria, sem vínculo de emprego com uma imobiliária. Ele pode atuar sozinho ou se associar a uma ou mais imobiliárias por contrato específico.
O corretor autônomo é quem exerce a corretagem de imóveis por conta própria. Ele decide como trabalha, em que horários e com quais clientes, e recebe por comissão sobre os negócios que fecha.
Isso não significa trabalhar sem regras. A profissão é regulamentada pela Lei nº 6.530/1978, e o registro no CRECI é obrigatório para quem quer atuar, seja sozinho ou dentro de uma imobiliária.
A lei também prevê o corretor associado: o profissional pode se associar a uma ou mais imobiliárias, mantendo a autonomia, mediante um contrato de associação específico, registrado no sindicato da categoria.
Não existe opção certa para todo mundo. A tabela mostra o que costuma mudar entre os dois caminhos, e os detalhes variam de acordo com o contrato e com a imobiliária:
| Ponto | Corretor autônomo | Corretor em imobiliária |
|---|---|---|
| Autonomia | Total: você decide rotina, horários e clientes. | Depende do contrato e das regras da imobiliária. |
| Comissão | Costuma ficar com você, que arca com os próprios custos. | É dividida conforme o que foi combinado em contrato. |
| Captação de clientes | Fica por sua conta (divulgação, indicações, anúncios). | Parte dos contatos pode vir da imobiliária, conforme o caso. |
| Estrutura e suporte | Você monta: site, sistemas, material e organização. | Em geral, parte da estrutura já existe. |
| Principal risco | Renda irregular, principalmente no começo. | Menos liberdade e dependência das regras de terceiros. |
Uma saída comum é começar associado a uma imobiliária para ganhar experiência e carteira de clientes, e depois decidir se vale seguir por conta própria.
Os requisitos para exercer a profissão são os mesmos para qualquer corretor, autônomo ou não:
Sem o registro ativo, não se pode atuar como corretor. Taxas, formulários e documentos mudam de um CRECI para outro, por isso confirme o passo a passo no conselho regional do seu estado antes de começar.
💡 Dica prática: o registro de estagiário no CRECI é opcional, segundo a Resolução-COFECI nº 1.476/2022. Consulte o seu CRECI para saber como funciona no seu estado.
Não necessariamente. Você pode atuar como pessoa física, recebendo as comissões em seu CPF, ou abrir uma empresa. As opções mais comuns para quem trabalha sozinho são:
Em qualquer formato com CNPJ, é possível optar pelo Simples Nacional. A melhor escolha depende do seu faturamento e das suas despesas, então peça a um contador uma simulação com os seus números antes de decidir.
Sem a estrutura de uma imobiliária por trás, a captação vira o seu trabalho principal. Estes caminhos costumam funcionar bem para quem começa:
Em anúncios e divulgações, informe o seu número de CRECI. Ele mostra ao cliente que você é um profissional regular.
Quem trabalha sozinho precisa de um método simples, porque ninguém vai lembrar por você de responder um cliente ou de retomar um contato. Um ponto de partida:
Para esses momentos, temos conteúdos prontos: Frases Prontas para Corretor de Imóveis Responder Clientes, Cliente Sumiu Após a Visita ao Lote e Cliente com Medo de Comprar Terreno.
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Conhecer o Guia do CorretorEste conteúdo é informativo e não substitui a orientação do CRECI, de um contador ou de um advogado para o seu caso. Regras, taxas e exigências podem mudar, então confirme sempre a informação atualizada.
Sim. O registro ativo no CRECI é obrigatório para qualquer pessoa que atue como corretor de imóveis, seja por conta própria ou dentro de uma imobiliária.
Não é obrigatório ter faculdade. A formação exigida é o curso Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) ou um curso superior da área, como Gestão ou Tecnologia em Negócios Imobiliários.
Não necessariamente. É possível atuar como pessoa física, mas muitos corretores preferem abrir uma empresa por causa da tributação e da emissão de nota fiscal. A melhor escolha depende do seu faturamento, então vale simular com um contador.
Pode. A lei permite que o corretor se associe a uma ou mais imobiliárias, por meio de contrato de associação específico, mantendo a sua autonomia.
Não existe valor fixo. A renda vem das comissões dos negócios fechados, e por isso varia de mês para mês, principalmente no início da carreira.
Ser corretor autônomo exige disciplina e organização, mas dá a liberdade de construir o seu próprio jeito de atender. Quem se organiza desde o começo e cuida bem de cada cliente costuma colher os frutos com o tempo.
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Nádia Camargo
Advogada, autora do Só as Melhores Dicas — ajuda profissionais e pequenos negócios a se comunicarem melhor com seus clientes em situações difíceis do dia a dia.